A sustentabilidade na estamparia não está restrita à escolha de matérias-primas. Ela também envolve decisões sobre fornecedores, processos produtivos, consumo e descarte de produtos.
O tema foi abordado por Fernanda Zambele, fundadora da Azele, durante o Talks FutureTêxtil, atração da FuturePrint 2026. Na apresentação, a empreendedora defendeu que práticas sustentáveis devem fazer parte da rotina das empresas e refletir os valores que elas pretendem manter ao longo do tempo.
Formada na área da educação, Fernanda trabalhou durante 17 anos na aviação executiva, no segmento comercial de aeronaves e helicópteros. Há cinco anos, decidiu empreender e criou a Azele com o propósito de incentivar formas mais responsáveis de consumo.
Embora não tivesse experiência anterior na indústria têxtil, ela afirmou que a educação esteve presente desde o início do negócio.
“Entendemos que não existe outra forma de contribuir com as pessoas e mostrar uma nova maneira de consumir e descartar produtos se não for pela educação”, afirmou.
Relações de confiança também fazem parte da sustentabilidade
Fernanda destacou que sustentabilidade também significa manter, nas atividades da empresa, os princípios defendidos pelo negócio.
Como exemplo, ela citou a produção de um pedido de 45 mil ecobags. Mesmo diante da possibilidade de reduzir custos ao contratar outro fornecedor, a empresa decidiu manter o trabalho com um estampador de confiança, preservando uma relação construída ao longo do tempo.
“A sustentabilidade é aquilo que, de fato, você sustenta. São as decisões que tomamos todos os dias, sempre pensando onde queremos chegar”, destacou.
A experiência apresentada reforça que a adoção de práticas mais sustentáveis pode começar em escolhas recorrentes da operação, como a definição de fornecedores, a construção de relações comerciais e a maneira como a empresa orienta seus clientes sobre consumo e descarte.