Em um painel dinâmico voltado para profissionais do setor de comunicação visual e construção civil, especialistas se reuniram para debater novas tecnologias, compartilhar técnicas de montagem e apresentar soluções inovadoras para fachadas de ACM (Material Composto de Alumínio).  

O encontro foi conduzido por Nilson Tsuji, engenheiro civil, educador e especialista em ACM/ACP, que também atua como embaixador da FuturePrint. Ao seu lado, esteve Gilson Fernandes, CEO da Ultra Sign. 

A reunião ocorreu no espaço Fachada Makers, durante a FuturePrint, a maior feira da América Latina voltada para os setores de comunicação visual, serigrafia, sublimação e impressão digital têxtil. O evento, realizado no Distrito Anhembi, em São Paulo, segue até o dia 17. 

O destaque da apresentação foi o sistema Dry Click, uma solução desenvolvida para otimizar a instalação de fachadas e substituir métodos tradicionais que utilizam silicone ou fitas adesivas em superfícies complexas. 

Durante o painel, o desenvolvedor do sistema explicou que o Dry Click foi projetado para oferecer uma alternativa estética e segura, especialmente para obras de médio e grande porte. E surge como uma resposta direta aos problemas estéticos causados pelo silicone ao longo do tempo. “Silicone tem muita aquela questão de começar a manchar com o tempo. Vocês já viram aquelas fachadas de ACM com silicone e ela começa a dar aquela escorrida ali que parece um óleo na fachada, começa a contaminar, fica horrível”, pontuou Tsuji. 

Além de evitar manchas, o Dry Click se destaca pela facilidade e rapidez na instalação, assemelhando-se visualmente ao sistema de junta rebaixada, mas com a garantia de uma fixação mecânica. O sistema é composto basicamente por perfis de encaixe macho e fêmea e um friso central. Atualmente, o produto é disponibilizado pela Módulo Solux e pode ser adquirido por meio da Projeto Alumínio. 

Desafios com chapas texturizadas 

Outro ponto relevante discutido na apresentação foi o uso de novos materiais, como a chapa texturizada Alucents, desenvolvida inicialmente para o mercado de portas devido à sua alta resistência a riscos e marcas de dedos.  

No entanto, os palestrantes alertaram que esse tipo de material exige cuidados extremos em sistemas tradicionais de colagem. “Se ele colocar essa fita aqui por cima dessa parte texturizada e tentar colar, ela não adere. Esse é o tipo de chapa que vocês têm que tomar cuidado quando for fazer uma junta rebaixada, porque se você não lixar, não dá aderência e provavelmente sua fachada vai pro chão”, alertou o embaixador, destacando que, no sistema Dry Click, esse problema é eliminado porque a colagem ocorre no fundo liso da chapa. 

Para além das fachadas, o encontro também trouxe novidades que prometem expandir a atuação do sistema no mercado internacional. Foi revelado que uma nova geração do friso do Dry Click, equipada com uma borracha de vedação lateral para proteção contra chuvas, já está sendo exportada para uma grande obra de 6.000 metros quadrados no Paraguai. 

Transição para o alumínio e prática de modelagem 3D 

O bate papo também serviu como um espaço de incentivo para que as empresas de comunicação visual substituam o uso de ferro e aço por estruturas de alumínio. Apesar das barreiras culturais e regionais relacionadas ao custo do material, os palestrantes destacaram as vantagens do alumínio, como sua maior leveza, facilidade no treinamento de equipes e a limpeza proporcionada no ambiente de trabalho. 

Nilson Tsuji, em sua fala, reforçou o convite para experimentar o material: “Dê uma oportunidade para o alumínio. Não é necessário começar com uma obra muito grande. Comece com uma plaquinha pequena”, incentivou. 

Em seguida, aconteceu uma demonstração prática de planificação e modelagem 3D utilizando o software SketchUp e a ferramenta Flatter (ou Planify Pro). Os presentes ganharam uma placa para a realizar cortes em ângulos de 45 graus e esconder emendas visíveis, com orientações dos especialistas.  

Por fim, os participantes foram convidados a montar um troféu tridimensional em ACM utilizando chapas de cores modernas, como o Oliver Green (verde militar) e o Corten Black (preto manchado), aplicando as técnicas de acabamento, corte de cantos com estilete e rebitagem apresentadas pelos instrutores.