O aumento das vendas não garante, sozinho, maior lucratividade para gráficas e empresas de comunicação visual. A rentabilidade também depende da capacidade de identificar gargalos, organizar a operação e acompanhar os resultados de cada etapa do negócio.
Essa foi a principal mensagem da palestra “A Trilha do Lucro na Gráfica e Comunicação Visual”, ministrada por Judah Adonai durante a FuturePrint. O especialista apresentou estratégias para reduzir o retrabalho, aprimorar a precificação e estruturar processos internos capazes de sustentar o crescimento das empresas.
Metodologia reúne três pontos críticos da operação
Durante a apresentação, Judah detalhou a metodologia CPR, baseada em três pilares: conversão de orçamentos, precificação e retrabalho.
A proposta é direcionar a atenção dos empresários para fatores que interferem diretamente no resultado financeiro da operação. Na precificação, o especialista destacou a importância de buscar o “preço certo”, em vez de concentrar a estratégia necessariamente no menor valor oferecido ao cliente.
O acompanhamento desses três pilares permite analisar não apenas quanto a empresa vende, mas também como os orçamentos são convertidos, se os preços praticados correspondem aos custos e resultados esperados e quanto os erros operacionais comprometem a margem.
Indicadores ajudam a validar a precificação
Judah também apresentou a diferença entre o “lucro louco”, obtido sem planejamento ou acompanhamento dos resultados, e o “modo lucro”, construído a partir de uma gestão estruturada.
Segundo o conteúdo apresentado, o “modo lucro” exige a identificação dos gargalos da empresa, a criação de processos e o uso de indicadores financeiros. Esses dados ajudam a validar a precificação e a verificar se o crescimento do negócio ocorre de maneira sustentável.
A abordagem reforça que o lucro não deve ser avaliado apenas pelo faturamento ou pelo volume de pedidos, mas pelo controle sobre os custos, as falhas e a eficiência dos processos internos.
Retrabalho está ligado a quatro falhas recorrentes
Entre os principais fatores que comprometem a eficiência das empresas, o palestrante destacou os chamados 4 Fs do retrabalho: Falta de informação, Falta de comunicação, Falta de atenção e Falta de manutenção.
Essas falhas podem gerar erros, repetição de atividades e desperdício de recursos, afetando os prazos, os custos e a rentabilidade dos serviços realizados.
Para reduzir esses problemas, Judah recomendou que os empresários documentem cada etapa da operação e gravem vídeos explicando os processos. A medida contribui para padronizar as atividades, facilitar a execução das tarefas e diminuir a dependência do conhecimento concentrado em determinadas pessoas.
Padronização prepara a empresa para crescer
Ao encerrar a palestra, Judah resumiu a relação entre equipes, processos e gestão em duas frases: “Pessoas operam processos. Processos operam a empresa” e “Eu tenho uma empresa que é do meu tamanho”.
As afirmações reforçam que o crescimento das gráficas e das empresas de comunicação visual depende da capacidade de criar processos compatíveis com a estrutura do negócio. Quanto mais organizada e padronizada for a operação, maiores são as condições para reduzir falhas, acompanhar os resultados e ampliar a rentabilidade de forma sustentável.