Colunistas, Gestão

Superfícies: existem diferenças?

Na comunicação visual atual, observam-se muitos projetos confeccionados com películas vinílicas autoadesivas. Estas podem ser processadas de várias formas: recorte eletrônico ou impressão (digital, serigrafia, flexografia, etc.). As imagens obtidas com essa matéria-prima necessitam ser aplicadas/instaladas em alguma superfície (ou substrato). A criatividade faz com que cada vez mais tenhamos novos e inúmeros tipos de superfícies. E a pergunta mais importante a se fazer é: a imagem ficará adesivada nessas superfícies?

Para isso precisamos entender o conceito técnico das superfícies. Tendo essa informação e sabendo as características da superfície poderemos responder à pergunta sem correr riscos de errar.

A classificação das superfícies pode estar relacionada:

  • Ao tipo;
  • À curvatura;
  • Ao acabamento.

O tipo da superfície nada mais é que o material de que é composta a superfície. Podemos citar:

  • Metais (ferro, aço, alumínio, etc);
  • Plásticos (vinil/PVC, poliéster, polipropileno, polietileno, acrílico, etc);
  • Madeira (compensada, aglomerada, laminada, maciça, etc);
  • Alvenaria (concreto, argamassa, gesso, etc).

Não podemos esquecer as superfícies com revestimentos que podemos considerar como uma superfície, uma vez que será o contato direto com o adesivo da película autoadesiva:

  • Papel;
  • PVC/vinil;
  • Pintura;
  • Verniz;
  • Melamínico.

Quando falamos da curvatura, estamos falando das “deformações” que a superfície apresenta:

  • Plana: sem curva alguma – não confundir com o termo “lisa” (exemplo: uma parede “reta”);
  • Curva:
    • Simples: curvas com um único sentido (exemplo: um tubo cilíndrico);
    • Composta: curvas em dois ou mais sentidos (exemplo: uma bola);
  • Combinada: possui a conjugação das superfícies acima
    • Corrugada: composição de superfícies planas (exemplo: um caminhão baú corrugado)
    • Baixo relevo: composição de superfícies planas podendo ter:
      • Curvas simples (exemplo: canaleta de van)
      • E/ou curvas compostas (exemplo: quina da canaleta de van, maçanetas, frisos de veículos)

E, por último, há a classificação do acabamento da superfície:

  • Lisa: sem irregularidade, totalmente regular, como se fosse polida
  • Porosa: apresenta uma desigualdade, é assimétrico, com “lacunas”

É importante lembrar que as três classificações são intercambiáveis, ou seja, podemos ter diversos tipos de superfícies se fizermos as combinações possíveis de cada variável. A figura 1 nos ajuda a compreender melhor o mundo das superfícies.

Figura 1: classificação das superfícies

A partir desse entendimento, podemos julgar se a superfície irá proporcionar uma performance adequada à imagem aplicada. E, também, definir quais são os tratamentos que as específicas superfícies devem receber para atender aos requisitos de durabilidade do projeto. Não se pode esquecer das técnicas de aplicação para cada tipo de superfície. Assuntos estes que poderemos abordar numa próxima oportunidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *