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Quais regras seguir na produção de máscaras

A produção de máscaras passou a ser uma oportunidade de negócio. Saiba mais quais regras regem essa atividade.

A obrigatoriedade do uso de máscaras em diversas cidades do país ajudou a criar uma oportunidade para que muitas empresas continuassem funcionando. Com as restrições de operação total ou parcial e, mesmo, diante da queda no faturamento, desde grandes indústrias têxteis até negócios locais de estamparia se adaptaram para a produção de máscaras.

"Ainda não se sabe por quanto tempo usaremos a máscara, mas é fato que ela ainda ficará um bom tempo entre nós. Por ser um acessório que todos precisam usar no rosto o tempo todo em que estão na rua, é claro que as marcas já estão de olho no acessório à procura de oportunidades comerciais", comenta Christian Reed, CEO da Opinion Box, empresa de pesquisa de mercado.

Se você está pensando em começar a prestar esse serviço de produção de máscaras ou trabalhar com a personalização desse item e quer saber mais sobre as recomendações e normas para esse tipo de fabricação, confira as dicas a seguir.

Indicações gerais para a produção de máscaras no Brasil

Tiago da Cunha, consultor do Sebrae/PR, lembra que "as orientações são passíveis de atualizações frequentes, conforme surgem novas descobertas e determinações. Essa pode ser uma oportunidade de negócio para muitas empresas nesse momento, mas é sempre importante checar e seguir orientações e normas de órgãos como Anvisa, ABNT, Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde".

Especialmente para as indústrias de grande porte, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) publicou diversos materiais tratando dos detalhes técnicos demandados para esse tipo de produção.

É importante ressaltar que, conforme a Portaria nº 102 do Inmetro, de 20 de março de 2020, a obrigatoriedade de certificação para máscaras de proteção respiratória está suspensa por 12 meses.

Para quem está avaliando a adição desse item em seu portfólio, vale destacar que a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) desenvolveu uma plataforma online para servir de ponte entre instituições que têm a demanda por máscaras e outros EPIs e as empresas fabricantes desses itens. Assim, esse pode ser um canal adicional para venda de sua produção de máscaras nesse momento.

Produção de máscaras: qual material utilizar?

De acordo com pesquisa da Opinion Box, realizada em agosto no Brasil, a escolha pelas máscara é orientada principalmente por conforto, proteção e material de confecção.

"Ou seja, o recado dos consumidores em relação às máscaras é bem claro: o que eles querem é proteção, conforto e segurança", comenta Reed.

Desse modo, estamparias têxteis podem considerar adaptar sua operação para a produção de máscaras artesanais, reutilizáveis e personalizadas, levando esses fatores em consideração.

A recomendação mais recente da OMS é de que as máscaras de tecido não-cirúrgicas tenham três camadas:

  • Camada mais interna confeccionada com material hidrofílico (como algodão ou misturas de algodão);
  • Camada mais externa produzida com material hidrofóbico (como polipropileno, poliéster ou uma mistura desses materiais);
  • Camada intermediária hidrofóbica confeccionada com material sintético não tecido (por exemplo, polipropileno), ou uma camada de algodão, que ajude a reter gotículas e aja como um filtro.

A ANVISA também recomenda que, quando se utiliza Tecido Não Tecido sintético na produção de máscaras, a empresa se certifique de que o tecido não causa alergia e que ele seja apropriado para uso humano. Ainda, que sua gramatura fique entre 20 - 40 g/m².

Outros cuidados para a produção de máscaras de tecido

As máscaras precisam ser produzidas nas medidas corretas, de modo que cubram em totalidade a boca e o nariz do usuário, ficando bem ajustadas ao seu rosto, sem espaço nas laterais.

O SENAI disponibilizou em seu site moldes para a produção de máscaras já considerando esses fatores. Há, também a norma ABNT PR 1002:2020 Ed.2, que traz outras diretrizes, incluindo as dimensões a serem seguidas para a produção de máscaras de proteção respiratória para uso não profissional, sendo essas:

  • Distância lateral: entre 132,5 mm e 144,5 mm;
  • Comprimento queixo-fronte: entre 123 mm e 135 mm;
  • Distância interpupilar: entre 65 mm e 71 mm;
  • Arco-maxilo-auricular: entre 295 mm e 315 mm.

A ANVISA recomenda que todas as superfícies de trabalho sejam higienizadas com produto para desinfecção (por exemplo, preparação alcoólica a 70%). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária também ressalta que é importante que, após a produção, a máscara seja lavada e passada com ferre quente. Ainda, que não sejam utilizadas essências ou perfumes, para evitar o risco de alergias no usuário.

Produção de máscaras estampadas

Para agregar valor ao produto, as máscaras estampadas são uma boa opção. Máscaras sublimadas têm sido também procuradas por quem busca itens personalizados, que ajudem a trazer mais leveza a esse momento desafiador a todos.

Para esse trabalho, embora tecidos sintéticos sejam comumente utilizados para produtos estampados, eles podem, em alguns casos, irritar a pele. Por esse motivo, quando forem utilizados na produção de máscaras, recomenda-se que a primeira barreira do produto seja feita de algodão e o tecido sintético seja utilizado na parte mais externa da máscara.

Felipe Soares, da Print Center, lembra que também é possível realizar apenas o trabalho de personalização das máscaras.

"As empresas que não trabalham com costura podem aproveitar essa oportunidade também, estampando máscaras já prontas, basta comprar máscaras para sublimar (de poliéster, por exemplo)."

Como dica para a hora de estampar com sublimação, Soares indica que "a máscara não pode ter nenhuma ruga, porque, nesses pontos, a estampa pode não pegar. Recomendo deixar a máscara na prensa por 30 segundos de cada lado, com 225º. A pressão tem que ser forte para a tinta penetrar bem, inclusive, na parte com costura".

 

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