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Tipos de pré-tratamentos para impressão em tecido; veja

Para entregar produtos de qualidade aos clientes, conhecer os pré-tratamentos para impressão em tecido é fundamental. E com o avanço da tecnologia, eles têm sido cada vez mais frequentes no mercado.

Contudo, vale a pena lembrar que esses métodos variam de acordo com a tinta e o tecido utilizados. Confira mais detalhes a seguir.

Pré-tratamentos para impressão em tecidos

“Cada tipo de substrato que será impresso necessita de um tratamento específico. Ou seja, de procedimentos e produtos químicos diferentes”, reforça Felipe Simeoni, gerente de marketing da GQM.

Os pré-tratamentos têm como objetivo controlar a quantidade de substâncias químicas utilizadas e, assim, manter a consistência da cobertura. Por isso, a composição do tecido e o tipo de cobertura determinarão o método mais adequado.

Tipos de pré-tratamentos

Como falamos, os pré-tratamentos são diferentes. Alguns podem afetar a resistência à luz e à lavagem, enquanto outros podem distorcer as imagens impressas.

Existem, atualmente, três métodos de aplicação de pré-tratamentos, são eles:

  • Placa de emulsão ou pad-emulsion: o tecido passa por um banho químico e depois por cilindros que retiram o excesso do produto;
  • Pré-tratamento similar ao pad-emulsion, no entanto, em vez dos cilindros, o tecido passa por uma faca ou lâmina dosadora para a retirada do excesso de produto;
  • Revestimento aplicado com spray.

Simeoni dá alguns exemplos de pré-tratamentos para ilustrar melhor os métodos. “No caso do algodão, a impressão pode ser realizada com pigmento e com corante reativo. No primeiro caso, o pré-tratamento pode ser aplicado através de imersão ou aplicação superficial. Após a secagem do produto, o tecido está pronto para ser impresso e, posteriormente, se sugere que a cura do tecido seja feita com alta temperatura (aproximadamente 150°C).” 

“Já com corante reativo, o processo completo para a impressão envolve a preparação do tecido, a impressão em si, a vaporização da peça e, por fim, a lavagem para o excesso de corante. Nele é possível conferir mais vivacidade das cores, além da solidez”, completa.

Vale ressaltar que a tinta pigmentada é uma exceção aos métodos apresentados anteriormente. Isso porque ela não tem aditivos aglutinantes muito fortes, e a indústria ainda está buscando uma maneira de aprimorar o processo de trabalho com ela.

A importância de aplicar um pré-tratamento

“Com os pré-tratamentos, a vivacidade das cores impressas se torna mais intensa. Sem eles, não é possível ancorar a tinta, os tons ficam mais apagados e a solidez e fixação são menores”, afirma o especialista.

Afinal, os pré-tratamentos têm a finalidade de evitar que a tinta seque ou migre durante a impressão, além de garantirem a adesão do corante ou da tinta ao tecido.

Ainda assim, é importante estar atento à qualidade do revestimento usado no pré-tratamento. Isso porque um revestimento ruim ou inconsistente pode causar falhas provocadas por baixa resistência à luz, lavagem, desgaste e textura.

Dessa forma, o pré-tratamento também é importante para evirar que a textura do tecido seja alterada de maneira drástica.

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