A fachada de um imóvel é um dos principais elementos de seu impacto visual, sendo responsável por transmitir identidade, estilo e personalidade. Seja em residências, comércios ou edifícios corporativos, uma fachada bem projetada valoriza o imóvel, melhora a experiência do usuário e pode até influenciar na percepção de marca e na comunicação visual de cada espaço. Além da estética, as fachadas podem desempenhar um papel funcional, contribuindo para o conforto térmico, a eficiência energética e a sustentabilidade.

Nos últimos anos, as tendências em fachadas foram moldadas pelo avanço da tecnologia e pela crescente preocupação com a sustentabilidade. Materiais inovadores, automação e novas técnicas de construção vêm transformando o setor. Em 2025, as fachadas devem priorizar a harmonia entre design moderno, eficiência funcional e impacto ambiental reduzido. Neste artigo, exploramos as principais tendências que definirão o futuro das fachadas, abordando materiais inovadores, estilos de design, funcionalidades sustentáveis e tecnologia interativa.

Fachadas em 2025: materiais e design

A escolha dos materiais é fundamental para o design de uma fachada, influenciando não apenas a aparência, mas também a durabilidade e a eficiência energética do edifício. A escolha do material pode reforçar mensagens e sensações associadas à marca. Em 2025, alguns materiais devem seguir ganhando espaço. Alguns deles são:

  • Painéis Compostos de Alumínio (ACM): conhecidos por sua durabilidade, leveza e versatilidade, os ACMs permitem designs modernos e personalizados. Além disso, são recicláveis, alinhando-se às práticas sustentáveis atuais.
  • Vidro: a transparência e a elegância do vidro continuam a ser valorizadas. Tecnologias avançadas permitem a criação de fachadas de vidro com melhor isolamento térmico e acústico, contribuindo para a eficiência energética.
  • Madeira híbrida: este material compósito combina a estética natural da madeira com a resistência do alumínio, resultando em perfis duráveis e de baixa manutenção, ideais para fachadas que buscam um toque acolhedor e sustentável.
  • Concreto aparente: associado ao estilo industrial, o concreto aparente oferece robustez e um visual contemporâneo. Sua versatilidade permite diversas texturas e acabamentos, adaptando-se a diferentes propostas arquitetônicas.
  • Revestimentos cerâmicos: disponíveis em uma ampla variedade de cores, texturas e formatos, os revestimentos cerâmicos possibilitam fachadas criativas e personalizadas, além de serem resistentes e de fácil manutenção.

Já as tendências de design de fachadas para 2025 refletem uma combinação de minimalismo, funcionalidade e integração com o ambiente. O estilo minimalista continua em alta, caracterizado pelo uso de linhas retas, cores neutras e ausência de ornamentos excessivos, promovendo uma estética limpa e elegante. A integração com o paisagismo, como visto em projetos urbanos contemporâneos, cria uma harmonia entre o edifício e o entorno, proporcionando um impacto visual equilibrado e sofisticado.

Outra abordagem que permanece forte é o design industrial, que se destaca pelo uso de materiais como metal, concreto aparente e grandes aberturas, conferindo um visual robusto e moderno. Esse estilo, amplamente adotado em edifícios comerciais e espaços corporativos, busca um equilíbrio entre estética e funcionalidade. Já as fachadas contemporâneas investem em formas geométricas variadas e volumes destacados, combinando diferentes materiais para criar efeitos visuais dinâmicos e inovadores, inspirando-se na arquitetura paramétrica e no design futurista.

As fachadas clássicas também mantêm sua relevância, trazendo elementos tradicionais como colunas, molduras e cores claras, características que evocam elegância e atemporalidade. Essa estética, muitas vezes associada a edifícios residenciais de alto padrão, continua sendo uma opção para quem busca sofisticação e requinte. Além disso, cresce o interesse pelas fachadas com vegetação, que incorporam jardins verticais e telhados verdes, não apenas como um elemento estético, mas também como uma solução sustentável. Ainda existe, nesse caso, incentivos coletivos: “em muitas cidades brasileiras, já foi criado o IPTU Verde (incentivo para práticas sustentáveis), e as fachadas verdes contam como compensação ambiental, portanto é possível que o estabelecimento que adote uma fachada verde, ganhe um desconto no IPTU”, comenta a Pegorini Arquitetura.

Funcionalidade e sustentabilidade em fachadas

A funcionalidade das fachadas está cada vez mais alinhada com práticas sustentáveis, visando eficiência energética e respeito ao meio ambiente. As fachadas ventiladas, por exemplo, criam uma camada de ar entre o revestimento externo e a estrutura do edifício, melhorando o isolamento térmico e acústico e prevenindo problemas como umidade e infiltrações. Outra tendência sustentável é a integração de painéis solares nas fachadas, tornando-as fontes de energia renovável e reduzindo significativamente o consumo de eletricidade em edificações. Essa é a tendência do BIPV (Building Integrated Photovoltaics), ou seja, a integração fotovoltaica na construção civil, que impacta diretamente as fachadas, segundo a ABSOLAR.

A iluminação LED segue como uma escolha inteligente para fachadas, valorizando o design arquitetônico e reduzindo o consumo energético devido à sua alta eficiência. Além disso, sistemas de captação de água da chuva vêm sendo incorporados ao design das fachadas, permitindo o reaproveitamento hídrico para usos não potáveis, como irrigação e limpeza, um avanço essencial em tempos de escassez de recursos naturais. 

A tecnologia também está redefinindo o papel das fachadas, tornando-as interativas e multifuncionais. Um exemplo disso são as fachadas digitais, equipadas com telas ou projeções que exibem informações em tempo real, publicidade ou até mesmo obras de arte digitais, tornando-se um meio de comunicação dinâmico e atrativo. Esse conceito já é amplamente utilizado em cidades como Tóquio e Nova York, onde as fachadas de grandes edifícios se transformam em plataformas visuais de alto impacto.

A automação também se estende ao controle de elementos como brises e persianas, que podem ser programados para se ajustarem automaticamente de acordo com a incidência solar, melhorando a eficiência térmica dos edifícios. Essas soluções não apenas elevam o padrão de conforto e usabilidade, mas também contribuem para a sustentabilidade e a redução de custos operacionais.

Em conclusão, as fachadas em 2025 serão marcadas pela integração harmoniosa entre estética, funcionalidade e sustentabilidade. Arquitetos e designers estão explorando novas possibilidades através de materiais inovadores, tecnologias avançadas e designs que refletem uma consciência ambiental crescente. Ao considerar essas tendências, é possível criar edificações que não apenas se destacam visualmente, mas também contribuem positivamente para o meio ambiente e o bem-estar dos seus ocupantes.

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