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Como controlar temperatura e umidade no processo de sublimação?

A temperatura e a umidade são dois fatores fundamentais para garantir a qualidade do produto final no processo de sublimação. Independentemente do substrato que será utilizado – tecidos, copos, canecas, entre outros–, saber controlar tanto um quanto outro fará com que você produza de forma mais ágil e eficaz.

“Quem está começando agora vai resolver de forma bem simples e prática boa parte dos problemas relacionados às manchas brancas e marcas de roletes da impressão, por exemplo”, garante Nilton Tscherne, do Portal Sublimático.

A importância da temperatura

Temperatura muito alta ou baixa no ambiente de impressão pode alterar as características da tinta. Isso significa que, se ela não estiver adequada, a tinta pode ficar mais densa no frio e muito líquida no calor.

O recomendável é que o ambiente em que o processo serigráfico acontece não ultrapasse a temperatura de 25ºC. Além disso, a própria prensa deve ter a sua temperatura observada e controlada pelo profissional.

“O tempo e a temperatura são valores ajustáveis em equipamentos, como as prensas de canecas e as prensas planas manuais. Considere a utilização de um termômetro digital infravermelho em seu ambiente de trabalho, pois apenas com ele você poderá constatar a temperatura com o mínimo de margem de erro possível”, recomenda.

“As prensas podem variar até 30 graus para mais ou para menos, portanto, você pode configurar o painel do equipamento para 200 graus C e, na verdade, a temperatura real pode estar por volta dos 170graus, o que vai impossibilitar o processo de sublimação”, acrescenta Tscherne.

Outro ponto importante é observar se a sua prensa está mostrando a temperatura em Celsius ou Fahrenheit. Caso a última opção seja a aplicável, o especialista alerta que configurá-la para 200 graus fará com que você opere com cerca de 93 graus Celsius, temperatura muito distante da margem necessária para o processo de sublimação.

“O termômetro é uma ferramenta indispensável em um ambiente de trabalho em que se espera controle e padrão de qualidade”, complementa.

A importância da umidade

Quando o local onde é realizada a sublimação está muito úmido ou seco, também é comum ocorrerem problemas no processo =.

Um ambiente muito úmido, por exemplo, faz com que o papel absorva essa umidade e a transferência das cores fique prejudicada. Além disso, há o risco de o papel amolecer ou enrugar e, assim, causar danos ao equipamento.

Por isso, é fundamental contar com uma estufa para secar o papel antes da impressão e da prensagem. “Sabendo que, no processo de sublimação, temos a passagem do sólido para o gasoso, temos que compreender que a tinta impressa no papel deve estar bem seca antes da prensagem, assim como o papel. Portanto, uma estufa no ambiente de trabalho é extremamente importante para garantir a secagem”, explica Tscherne.

Já quando o local está muito seco, problemas como aceleração da secagem da tinta podem aparecer. Nesses casos, os jatos da cabeça de impressão podem ficar entupidos.

É recomendado, portanto, que a umidade relativa do ar fique entre 30 e 40% para que esses problemas sejam evitados. Ao controlar e acompanhar a temperatura e umidade, você consegue manter um padrão nas estampas e garantir uma qualidade alta nos resultados finais.

Mais economia e qualidade com o controle da temperatura e umidade

Os cuidados com a temperatura e a umidade são fundamentais para garantir a integridade dos equipamentos e fazer com que eles durem por muito mais tempo. Ou seja, você aumenta a sua margem de lucro ao entregar produtos bons e competitivos e ainda economiza em manutenção e trocas de equipamentos.

Quer saber mais sobre como garantir a qualidade do processo de sublimação? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e compartilhe suas experiências no campo de comentários abaixo.  

 

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